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Quem sou

Como aprender a cozinhar transformou a minha vida

 

Apesar de, como quase todo mundo, ter uma avó que cozinhava divinamente, nunca tinha sentido a vontade/necessidade de cozinhar. Gulosa que sou, preparava bolos ou sobremesas, mas nada além disso. Comida mesmo, não fazia! E na realidade nem me interessava tanto por isso.

Morava com meus pais, e quando não tinha comida pronta em casa, fazia um sanduiche ou outra coisinha qualquer. Minha mãe nunca gostou de cozinhar, então o “cardápio” da família era super repetitivo!

Aos 24 anos me mudei para a Itália com a intenção de passar 6 meses que, por obra do destino, acabaram se tornando 10 anos!

Quando lá cheguei, passei um mês morando na casa de uma típica família milanesa, que estranhou muito os meus hábitos alimentares (tipo risoto de pacotinho ou sopa enlatada de almoço e sanduiche no jantar). O “pai” da família, talvez apavorado com a minha então magreza, talvez com pena da minha ignorância em relação à comida, resolveu começar a me fazer provar de tudo um pouco e me ensinar a preparar coisas básicas: como em vez de comprar molho pronto, preparar o meu próprio; em vez de risoto de pacotinho, risoto feito por mim com ingredientes frescos; e assim por diante.

Nem preciso dizer que isso foi um divisor de águas na minha vida! É claro que não tive tempo de aprender tantas coisas como gostaria, mas o mais importante foi ele ter aguçado a minha curiosidade e ter me aproximado da cozinha!

Depois disso fui morar com 3 meninas orientais e assim começou o meu aprendizado de comida caseira taiwanesa e coreana. Não vou dizer que gostava de tudo, às vezes nem aguentava o cheiro (assim como elas não suportavam o cheiro de gorgonzola, por exemplo!), mas foi uma super experiência! Além disso o namorado italiano da menina coreana nos levava a restaurantes fantásticos, daqueles que só os “locais” conhecem!

Com o tempo as amizades foram aumentando e acabei conhecendo e convivendo com italianos do norte e do sul, africanos, indianos, moldavos, colombianos, argentinos e, é claro, brasileiros de outras regiões e as trocas foram essenciais! Viajei muito, sempre buscando conhecer a culinária local, visitando mercados, procurando os restaurantes mais tradicionais (e também os inovadores), e tentando sempre fazer uma conexão entre o modo de vida e a alimentação de cada lugar. Quando dava, fazia aulas de cozinha durante a minha estadia em outros países, como foi o caso da índia.

Depois de acreditar que já cozinhava razoavelmente bem, entrei numa escola de cozinha, em Milão mesmo. E foi lá que tive a certeza de que queria começar a trabalhar nessa área. Eu queria ser a Palma d'Onofrio (a minha professora de cozinha italiana)!

Enfim, tudo isso que vi, provei e aprendi ficou bem guardadinho na minha cabeça e quando estou na cozinha aciono esses conhecimentos para preparar do básico aos pratos mais complexos.

Muitas vezes dizem que tenho o dom de cozinhar, mas acredito que não seja dom, mas sim o resultado dessas vivências!

Mas voltando ao título, como aprender a cozinhar mudou a minha vida? Fácil: isso revolucionou meus hábitos alimentares (pois passei a dar a devida importância a comer bem, melhorando a minha saúde), aumentou a minha autoestima e a minha capacidade de resolver problemas, e me direcionou a uma nova profissão que é a confluência de duas das minhas grandes paixões: cozinhar e ensinar!

E como se isso não fosse o bastante: comecei a levar felicidade, amor e cuidado em forma de comida às pessoas com quem convivo!

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